Recife 27/03/2020 21h35min 

 

Caros paroquianos e devotos de Nossa Senhora da Conceição,

 

Saudações em Cristo.

 

Hoje, vivemos a experiência da oração com o Papa Francisco.

Recebemos, através dele, a bênção para a cidade de Roma e para o mundo.

 

A imagem do nosso pastor, o bispo de Roma, sozinho naquela praça, nos faz pensar muitas coisas.

 

Por outro lado, o Papa nos une em oração, povos do mundo inteiro, para um único propósito: colocar-se enquanto humanos para suplicar, diante de nosso Pai, autor da nossa vida, nosso Deus que nos protege, nos dá força necessária para o nosso dia a dia.

 

O papa na sua oração e seu gesto nos apresenta a Jesus Eucarístico, como um só rebanho. Jesus é o nosso Bom Pastor, cuida de cada ovelha, essa linguagem e figura bíblica tão profunda que encontramos no Ev. de João.

 

Acreditamos no Deus da Vida que caminha conosco.

Somos chamados a acreditar ainda mais nas dificuldades que passamos.

 

Que tenhamos sabedoria para viver hoje e amanhã. Que nossas lideranças civís tenham bom senso, humildade e mansidão nesse tempo de dificuldades.

 

Que possamos ouvir e ver as experiências que outros países fizeram. Que nosso orgulho não nos atrapalhe. Que a verdadeira sabedoria esteja no coração e na mente de todos nós.

 

Queremos vida. Amamos a nossa vida e dos nossos irmãos, pois a vida é Dom de Deus.

 

Para nós, vida é  Dom e Compromisso.

 

Que Nossa Senhora da Conceição proteja todas as nossas famílias e continuemos com esperança. Que saibamos crescer na solidariedade.

 

Pe. Luís Rodrigues, Cssr.

 

  Colunista                  

   Pe. Luís Rodrigues Batista

   Perfil:  Missionário Redentorista. Atualmente, trabalha no Santuário Nossa Senhora da Conceição, Morro da Conceição,     Recife-PE.

 

                                   Quinta, 21/11/2019 - 23:00

 

 

Vida e Missão ‘Nossa de cada dia'  

  

Um convite: colocar em destaque o sentido da vida. Como discípulos e missionários de Jesus, animados a agir, tendo o Evangelho como referência para entender a nossa vida e missão, a caminhada das Comunidades Cristãs. Precisamos sentir que somos parte de um povo que constrói a história, acreditando na solidariedade humana e nos ensinamentos dos pequenos e humildes. Uma leitura do Magnificat (Lc 1, 46-55) é fundamental para aprofundar nessa dinâmica.

 

Com as pessoas sofridas e marginalizadas aprendemos a crer e elaborar alternativas, a valorizar e respeitar a vida, a trabalhar contra a violência, a superar os fracassos e nos defender do que nos desumaniza. Aprendemos que a vida é presente doado por Deus.

 

Uma das diferenças entre os seres humanos está no modo como vivem. Alguns não manifestam nenhum compromisso sério consigo mesmo nem com os demais. Negam, fundamentalmente, o senso comunitário e ético, visando apenas o interesse próprio, nutrido pelo egoísmo. Por isso, tiram proveito da vontade e do desejo alheios, tornando seus semelhantes pequenos, fracos, vulneráveis e dependentes. Criam obstáculos para a educação, a saúde, o acesso ao mundo do trabalho, a vida com dignidade e cidadania. Negam a condição humana.   

 

Outros, porém, são capazes de desdobrar-se em direção aos demais, para que a vida seja uma bênção, não uma maldição. Procuram valorizar cada pessoa e desencadeiam mediações na sociedade que garantem os direitos fundamentais do ser humano. Conseguem ser criativos e apontam alternativas. As iniciativas comunitárias e associativas que se ocupam no intuito da inclusão social e comunitária, jamais dificultam aos outros o acesso à realização e à felicidade. São ações que curam os feridos, libertam os cativos e aos cegos recuperam a vista (Lc 4, 16 a 20).

 

A proposta de vida cristã coincide com a humanização. Portanto, defender a vida, a dignidade humana, o Estado de Direito, a prática da justiça, combater à cultura da corrupção, sempre será uma posição vanguardista. A humanização não é só uma questão religiosa ou antropológica, nem está restrita à missão das igrejas ou das religiões, mas está ao alcance de todos que acreditam na capacidade humana, seja para desenvolver a ciência, seja para amar. Eis a nossa vida e missão!

 

Pe. Luís Rodrigues, CSSR.