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Recife, 21 de março de 2020.

 

 

Paroquianos, devotos, amigos,

Que a paz esteja com todos vocês!

 

 

    A experiência que passamos nesses dias exige de nós confiança, paciência e mansidão. Não se trata de esperar passivamente, mas agir com muita responsabilidade diante de si mesmo e corresponsabilidade perante aqueles/as que amamos, principalmente, os nossos familiares e amigos.

    Não sejamos egoístas. Temos consciência de que fazemos parte de um todo. Somos membros de uma sociedade, de alguma comunidade, de nossa família e o pedido para hoje é: ISOLAMENTO SOCIAL.

A expressão prática da fé nessa Quaresma, em vista da Páscoa que se aproxima, talvez seja exigente, porém simples. Fazer o que está ao nosso alcance: FICAR EM CASA. Permanecer onde possa evitar exposição, tanto para receber, quanto para ser transmissor do vírus.

    As autoridades e profissionais da saúde têm de modo incansável insistido nisso: evitar exposição e contato. Eles trazem em suas orientações a experiência de outros povos que se deram conta da gravidade da doença e fizeram de tudo para se precaver, antes que medidas governamentais fossem exigidas. Muitas autoridades governamentais mundo afora não minimizaram o problema nem brincaram em serviço, mas foram sérios, talvez mais do que a própria doença para enfrentá-la.

    Por quanto tempo durará isso? Paciência será necessário. Será o tempo quanto for preciso para que o pico de casos de contaminações passe a demonstrar-se mais brando (ou achatado). Vai depender de mim, de você, de todos nós.

    A realidade de incerteza e medo nos atinge sem isenção. Estamos iguais ou semelhantes nessa travessia. Por isso, a corresponsabilidade nossa. A porta de entrada do COVID-19, não há domínio sobre ela. Mas temos que ser precavidos e atentos às orientações dos profissionais da saúde. Sejamos solidários, estejamos unidos na fé e confiantes em Deus, que nos criou para a vida. Todos, somos navegantes no mesmo barco.

     Faça sua oração em casa, com sua família, rezemos uns pelos outros. Não percamos o senso de que somos parte de uma comunidade de fé. Fazemos a experiência da Igreja Doméstica, quando nutrimos a fé e a nossa pertença a Cristo. Compreensão e união serão exigências para enfrentar a realidade vindoura. Não percamos a fé, a esperança, a caridade (cfr.1Cor 13, 1-13). 

Que Nossa Senhora da Conceição interceda por todos nós, filhos e filhas, as bênçãos de Deus. Amém.

 

Missionários Redentoristas.